Existem pessoas que temem os questionamentos?

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Existem pessoas que temem os questionamentos?

Mensagem  Karl Marx em Sex Abr 04, 2008 5:55 am

Somos bombardeados diariamente por idéias pré-fabricadas sobre os mais variados assuntos e muitas pessoas as aceitam de bom grado. Muitas vezes idéias estúpidas se propagam com uma enorme velocidade e conseguem inúmeros adeptos entre a população que se rendem a elas por não terem a coragem de tentarem quebrar certos paradigmas ridículos. O que ocorre com essas pessoas que temem a própria saúde mental e deixam serem levadas por aventureiros mal intencionados?

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Re: Existem pessoas que temem os questionamentos?

Mensagem  Sérgio Bantam em Sex Abr 04, 2008 6:35 pm

É triste, mas a maior função disposta para o homem pela natureza foi a argüição!
Acho que a deficiência cerebral causada pela má formação do encéfalo mal alimentado nos primeiros sete anos de vida aliada à indolência peculiar da filosofia do papa-moscas causa tudo isso.
Como bem colocas, aceitam idéias pré-fabricadas e assim se edificam do lado da comodidade. Qualquer coisa que lhes permita continuarem à sombra e lhes dê alguma vantagem, ainda que hipotética, é almejada!

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Mensagem  . em Dom Abr 06, 2008 3:24 pm

xx


Última edição por . em Sab Abr 26, 2008 7:43 am, editado 2 vez(es)

.

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Re: Existem pessoas que temem os questionamentos?

Mensagem  joaomaria andarilho utópi em Ter Abr 15, 2008 9:39 pm

Olá pessoal do Pensamento. Boa noite e Boa Noite Odin. O qual fez a pergunta.

Acho que as pessoas não temem os questionamentos, mas sim que não vão além do que podem compreender.
Na verdade, cada grupo vai encontrar, questionamentos pertinentes e justificáveis para aquilo que ele precisa.
O que você tem por questionamento talvez para um outro não o seja e vive-versa. Pois todos questionam, mas a que tipo de questionamento eles querem. Neste sentido cada qual fará um juízo de valor. E isto já é muito subjetivo.

No método do discurso Descartes chegou numa conclusão, esse pessoal fica filosofando e não chegou à conclusão nenhuma. Neste momento a filosofia passa por uma transformação e a razão toma a cena. Quando questionamos temos que chegar há algum lugar, se não se chega algo deu errado em nosso questionamento. Mas qual é a essência de todos os questionamentos. No meu modo de ver são: qual o objetivo da vida, qual a finalidade de se viver e para que, porque eu penso sobre a morte. Se você achou que este tema, não tem importância. E que não se pode chegar à conclusão nenhuma é porque este tipo de questionamento pra você não serve.

Estamos sempre fazendo um juízo de valores sobres as coisas, indiretamente estamos questionando. Resumindo as pessoas que achamos que, que tem medo de questionamentos, não querem questionar aquele assunto. Pode ser devido ao condicionamento. Ou N fatores. A aculturação ainda existe, você gosta de vídeo games, mas porque foi condicionado. E este condicionamento ocorreu por causa do ambiente, companhias, propagandas etc. Então indo a Max Weber, isto é uma ação social. Que virou uma grande relação social. Não fugimos muito disso. Não final todos nos somos pegos porque, chegamos sempre num ponto em que não podemos passar. Aí precisamos da ajuda de quem foi mais alto.( eu sou livre tenho o direito de escolher o que quero, mesmo que eu esteja condicionado).

Aí é sempre aquela máxima achamos que uns são inferiores outros superiores por causa desse juízo. Esse tem cultura aquele só fala abobrinha, é um tolo os cínicos na Grécia antiga foram mal compreendidos. Há valores. E com isto fazemos um grupo com idéias parecidas, e excluímos outros. Paulo Freire dizia, não existe saber mais ou saber menos há saberes diferentes. Podemos nos tornar educadores da filosofia, professor é aquele que propaga, quantos tem este dom. Quantos filósofos são filósofos.

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Re: Existem pessoas que temem os questionamentos?

Mensagem  Sérgio Bantam em Qua Abr 16, 2008 5:39 pm

Salve Joaomaria!
Tua colocação é perfeita e nos conduz a uma reflexão.
O querer e o gostar das coisas que nos são afins nos conduzem ao universo da discussão, porém orientados pela emoção ou razão pura. A nossa mente é caótica (distraída) e se equilibra quando se pretende satisfazer em algum argumento. Jamais procuramos coisas que não sejam afins ao nosso gostar e pretender. Da mesma forma que o homem chora por perder o que possui e não conseguir o que pretende, se realiza em poder dissertar o que lhe é afin. Discutir o que é necessário é então uma prerrogativa de quem se apossa da responsabilidade. A implicação do nó central que a tudo direciona e articula deixa de ser o passatempo pessoal aspirado e um tema essencial para que se possa construir tudo depois.
Posso não gostar de política, mas tenho de estar por dentro dela, pois articula tudo e é geratriz de tudo. Essa responsabilidade que sai da esfera do gostar e entra na esfera da necessidade separa as aculturações e condicionamentos das obrigações. A fuga de discussões por falta de condições de entendimento que afeta os ineptos, conforme expus na colocação anterior é inegável e alguns simplesmente não alcançam certos aspectos por simples falta de abstração ou inferência para comprendê-lo.
É como na música. Hà o condicionamento a um estilo, porém se a capacidade mental não conseguir alcançar o âmago de algo maior, jamais saira daquele círculo. Assim, os que apenas podem ouvir funk e happie, jamais entenderão um contraponto, uma fuga ou variação musical de Bach, Liszt ou Korsakoff, porque não têm dimensão mental suficiente para tal. Então deixa de ser uma coisa que se pode querer, e se torna algo que se pode fazer com desenvoltura para depois ter o prazer. É como construir uma casa para se abrigar no frio. Se com técnicas e materiais melhores, da mesma forma será o produto final que se adequa às circunstãncias e cumpre a sua função no que tange à necessidade almejada. Aquele que construir uma simples tenda, perecerá na tormenta mental de sua mediocridade.

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