Uma rápida introdução sobre O Estado, a sociedade de classes e o capitalismo.

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Uma rápida introdução sobre O Estado, a sociedade de classes e o capitalismo.

Mensagem  Karl Marx em Seg Abr 28, 2008 5:25 pm

É apenas um texto informal, no qual eu nem mesmo revisei, mas achei importante colocá-lo aqui.

Já nos primórdios da existência do Ser Humano, o Homem já se agrupava e era relativamente organizado, isso se fazia necessário para a sobrevivência dos indivíduos. A organização primitiva era instintiva e biológica como a que ocorre com os outros animais irracionais, era necessário unir os indivíduos a fim de conseguir alimentos, dar continuação a espécie e vencer outras dificuldades naturais. Nesse período não existia comércio, cada grupo caçava e coletava os alimentos necessários a sua sobrevivência, não havia nenhum tipo de troca e também não existia preocupação de estocar alimentos. Porém o Homem não ficou preso a sua situação e durante milênios, verdadeiras revoluções aconteceram, primeiramente eu destacaria a descoberta do fogo, a primeira invenção que dava ao Homem o domínio da natureza, depois com a revolução neolítica surgiu à agricultura e a pecuária a partir daí o Homem deixava de depender exclusivamente das condições naturais para a sua sobrevivência e passou a intervir decisivamente no ambiente e foi a partir daí também que o Homem passou a desenvolver a vida sedentária e deixava a vida nômade. Inicialmente o Homem procurou habitação próxima aos grandes rios que deixavam com as suas cheias o solo fértil, por isso tendo sido o crescente fértil e a área do grande rio Hindo a serem habitados.

Observação: Por buscar apenas o alimento extremamente necessário para a sua própria sobrevivência, existia muito tempo livre para os indivíduos pré-históricos e esse tempo livre era muito provavelmente ocupado com festas e rituais.

Quando diversos grupos de homens começaram a se fixar nas áreas férteis próximas aos grandes rios e iniciaram atividades agropastoris ali, surgiram necessidades que apenas um grupo não era possível de realizar, como construir diques para as cheias dos rios e outras obras, então os grupos começaram a juntar força para realizar obras que diziam respeito a todos, assim surgi um terreno propício para o surgimento do Estado. Para construir aquelas grandes obras onde haveria vários grupos participando, se fizeram fundamental uma organização disciplinada para que as obras fossem concluídas com sucesso e conseqüentemente de lideranças que fossem capazes de comandar os grupos.

Observação: Quando a agricultura e a pecuária, além da tecelagem surgiu, os homens já estocavam alimentos, o que permitiu uma melhora nas probabilidades de sobrevivências dos grupos e assim a população aumentou e também surgiram trocas entre os grupos, com o advento das atividades agropastoris se poderiam ter mais do que o necessário para a sobrevivência do grupo.

Com o surgimento do Estado, surgem às desigualdades sociais ou com o surgimento das desigualdades sociais surge o Estado (existi aqui uma incógnita, mas vamos tratar de que com o surgimento do Estado surgi a primeira casta privilegiada que são os próprios governantes, acho que é uma teoria bastante sensata) . A classe dominante então passa a ser os guerreiros e os sacerdotes além dos líderes do Estado, estes muitas vezes divinizados, como o que ocorria no Egípcio e em grande parte das civilizações orientais.

Os guerreiros desempenhavam a principal e mais importante função do grupo, a era a eles que se devia a proteção da sociedade, os sacerdotes por sua vez se comunicavam diretamente com os deuses, desempenhando também uma importantíssima tarefa, já que a colheita e o bem estar de todos dependiam da vontade dos deuses.

Nessa época em que existia o Estado e as desigualdades sociais, existia também um comércio mais sofisticado do que outrora.


A partir daí posso resumir a história humana como Karl Marx muito inteligentemente afirmou que a História da Humanidade é a História da luta de classes.

Primeiramente com o início do Estado, das desigualdades sociais se formaram cidades independentes, como as da mesopotâmia, após isso chegou a era histórica dos grandes impérios universais, Egito não deixou de ser um, Pérsia, Macedônia e finalmente Roma.

Contudo a Grécia se mantinha dividida em Cidades-Estados independentes e muitas vezes inimigas uma das outras, mesmo assim foi capaz de derrotar a Pérsia uma das máquinas de guerra mais temidas na Antiguidade, mas não tardou muito para que guerras entre as cidades gregas acontecessem e a Grécia se enfraquecesse, sendo dominada pelos impérios universais.

Na Antiguidade existia uma movimentação urbana forte, apesar de a economia ser predominantemente agrícola, e eram sociedades que se baseavam no trabalho escravo.

O Império Romano então domina quase toda A Europa Ocidental e quase toda a Europa Oriental, além de possuir territórios na África, mais chega longe demais a suas fronteiras a ponto de não conseguir protegê-las, ele cai para os bárbaros.

Inicia-se a Idade Média, onde a Europa se transforma em um retalho, esta toda dividida em feudos, cada senhor feudal é o rei de seu feudo, neste momento a Igreja Católica Apostólica Romana torna-se o maior centro de poder terreno da Europa.

Na Idade Média é praticamente abolida a escravidão na Europa e agora passa a existir servos.

Termina-se a Idade Média para se iniciar a era dos Estados Nacionais, e os primeiros são a Espanha e Portugal o que lhes garante primazia na corrida marítima.

O Comércio passa a então a ganhar uma importância nunca vista antes.

Mas ainda existe a nobreza que deriva dos antigos guerreiros, mas isso muda com as revoluções burguesas inglesas e francesas.

Surgi à sociedade burguesa e o trabalho escravo é totalmente abolido junto com qualquer servidão, o trabalho agora é essencialmente assalariado e livre.

O capitalismo passa a então a existir, pois a burguesia passa a ocupar a principal posição na sociedade, enquanto na Idade Antiga, Idade Média e Moderna existia comércio, mas os comerciantes não ocupavam a posição central na sociedade, a sociedade capitalista organiza-se de modo a ter o capital como divindade o que não ocorria com as outras eras, onde a nobreza ou guerreiro, o sacerdócio e mais tarde a ICAR e onde o grande latifundiário ocupava posições centrais na sociedade, agora passa a ser a burguesia.

Pretendo acrescentar outras coisas ao texto, mas por hora é só isso.
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Re: Uma rápida introdução sobre O Estado, a sociedade de classes e o capitalismo.

Mensagem  Sérgio Bantam em Seg Abr 28, 2008 7:08 pm

Com o surgimento do Estado, surgem às desigualdades sociais ou com o surgimento das desigualdades sociais surge o Estado (existi aqui uma incógnita, mas vamos tratar de que com o surgimento do Estado surgi a primeira casta privilegiada que são os próprios governantes, acho que é uma teoria bastante sensata)

Na realidade a aglomeração gera isso tudo que você coloca e a necessidade de proteção diante da chance de Guerra. Tomar o que o mais fraco construiu é mais fácil do que trabalhar. Usar a ciência e o labor para a guerra implica numa ação geral e um dever do estado para proteger o bem produzido. A casta de governantes inicial deve ser um linhagem genética que perdurou como dinastia e acabou sendo aniquilada quando o clã crescera em demasia. Um clã co-genético deveria assumir um líder de forma até natural, como um membro que congregasse a vontade geral, sem excessão. Pessoas não consanguíneas, devem ter ascendido ao poder quando a miscelânea genética acontecera. O tamanho exacerbado de povoações impossibilita a identidade genética e requer as primeiras manifestações de escolha da vontade da maioria. A proximidade genética seria mais informal e mais limitada a pequenas aldeias e clãs. As cidades e locais de aglomeração onde começam a surgir a riqueza e o bem comum, juntamente com o capítal e as castas. Nessa etapa a consanguinidade no poder implicava dinastias, as quais deveriam ser mantidas com os hábitos dos casamentos entre primos e meio irmãos, como muito aconteceu no Egito.

Imagino que os guerreiros eram a casta mais poderosa, que se instaurou como governante primeva por excelência.
A luta de classes é evento diacrônico das nossas sociedades. Evoluir, uma tendência que está arraigada no nosso âmago, é aspiração pessoal quando do nascimento de um ente que percebe as suas possibilidades de sair do estado comparativamente menor. Ir adiante exige inteligência, ação, previsibilidade e complacência.
É implícita a presença, a todo tempo, a classe dos escravos! Escravos são a base do capitalismo e já exisitiam há muito. Os nomes dos regimes mudaram, mas a exploração do homem pelo homem é notória.
A humanização da escravidão licenciada pela Igreja ajuda o surgimento do capitalismo, pois a escravidão é anti-cristã. Explorar alguém deve ser feito através de seu consentimento. Pois, nesse momento surge o casamento moderno entre Estado e Igreja. A cumplicidade é pungente e a falta de iniciativa para apoiar a verdade é compulsiva. Quem disse que Deus está preocupado com justiça? Os homens é que se entendam! Á Igreja cabe amparar as almas desses miseráveis e não sua completude como seres sociais que precisam de equitatividade!
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