O uso na nanotecnologia para gerar eletricidade. Esta é a saída para o não avanço da destruição ambiental no Planêta?

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O uso na nanotecnologia para gerar eletricidade. Esta é a saída para o não avanço da destruição ambiental no Planêta?

Mensagem  ||Bryza|| em Qua Abr 23, 2008 6:00 pm

O espantoso potencial da nanotecnologia, processo científico da criação de materiais e produtos de tamanho molecular ou mesmo atômico, promete revolucionar a vida futura. Trabalhar nessa escala infinitesimal — em que o tamanho da unidade básica de medida, o nanômetro, é um bilionésimo de um metro — exige técnicas inovadoras para criar, manipular e fabricar substâncias visíveis apenas através de instrumentos como o microscópio eletrônico. A espessura de um fio de cabelo humano ou de uma folha de papel, de acordo com a nanoescala, por exemplo, é de 100 mil nanômetros. A nanotecnologia já tem aplicações práticas em tudo, de vestuário a equipamentos esportivos, e os cientistas e pesquisadores dos EUA estão explorando a tecnologia para conseguir avanços adicionais.

Aplicações biomédicas da nanotecnologia atualmente em desenvolvimento podem anunciar nova abordagem radical no diagnóstico e no combate às doenças. A chave está no tamanho incrivelmente pequeno das nanopartículas — pequeno o bastante para infiltrar-se nas bactérias ou mesmo nos vírus e atacar esses organismos por dentro.

A utilidade da nanotecnologia está muitas vezes no fato de o material poder exibir, no nível da nanoescala, propriedades físicas ou químicas notavelmente diferentes das características que possui quando em tamanho maior. A dimensão atômica da nanotecnologia também oferece por si e em si possibilidades únicas. Os cientistas estão estudando se essas vantagens da nanoescala podem ser empregadas para criar um meio ambiente mais saudável.

A convergência de diversos fatores — a pressão que o crescimento contínuo da população e da economia mundiais exercem sobre o suprimento de combustíveis fósseis tradicionais, a preocupação com o aquecimento global e o aumento vertiginoso do preço do petróleo — torna mais crucial o desenvolvimento de fontes alternativas de energia. A atual pesquisa americana em nanotecnologia traz pistas intrigantes que podem revolucionar a extração de energia de fontes limpas e renováveis, particularmente a solar.

Cientistas da Universidade de Harvard, por exemplo, desenvolveram células solares a partir de “nanofios” de apenas 300 nanômetros de diâmetro. Conforme descrito pela publicação MIT Technology Review, essa célula solar tem um núcleo de silício cristalino e várias camadas concêntricas de silício com propriedades eletrônicas diferentes. Cada camada executa a mesma função que as camadas semicondutoras das células solares tradicionais, absorvendo a luz e capturando elétrons para gerar eletricidade. Embora essas células solares microscópicas possam ser a princípio usadas para energizar outros nanodispositivos, talvez seja possível reuni-las em grandes quantidades de feixes para substituir os painéis solares convencionais atualmente em uso. Contudo, ainda há obstáculos à comercialização dessa tecnologia; os pesquisadores precisarão desenvolver formas de produzir esses nanofios solares em um arranjo mais denso do que o existente e de melhorar seu baixo nível atual de eficiência (menos de um quinto dos painéis solares convencionais) na conversão da luz do sol em eletricidade.

Embora essa tecnologia ainda esteja em desenvolvimento, a Konarka prevê diversas aplicações práticas para essa tira plástica flexível da célula solar em áreas em que os painéis fotovoltaicos rígidos tradicionais são inviáveis. Essas tiras geradoras de energia podem, por exemplo, envolver dispositivos como telefones celulares ou laptops para recarregá-los, ser colocadas em estruturas de qualquer espécie (mesmo tendas) como geradores autônomos de energia ou mesmo ser tecidas diretamente em roupas para fornecer a última palavra em desenvolvimento de energia para produtos eletrônicos de consumo pessoal.


Fonte: Domenick DiPasquale é escritor freelancer. Trabalhou durante 27 anos como funcionário do Serviço de Relações Exteriores na Agência de Informações e no Departamento de Estado dos EUA em vários países, como Brasil, Bósnia, Cingapura, Eslovênia, Gana e Quênia.

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Última edição por Debbie em Qua Abr 23, 2008 6:09 pm, editado 1 vez(es) (Razão : Postar fonte referencial ...)
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||Bryza||

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Re: O uso na nanotecnologia para gerar eletricidade. Esta é a saída para o não avanço da destruição ambiental no Planêta?

Mensagem  Sérgio Bantam em Sex Abr 25, 2008 10:22 pm

Bela pergunta!
Não há dúvidas de que a nanotecnologia revolucionará muitas ciências.
A catástrofe ambiental não é diretamente proporcional a falta de tecnologia para resolvê-la, mas uma equação que envolve o número de seres viventes nessa biosfera e todas as suas implicações energéticas. Não me lembro com exatidão do número, mas uma criança inglesa até os 2 anos de idade, gera uma quantidade de gás carbônico 2.000 (estou diminuindo o número) vezes maior do que uma criança africana durante toda a sua vida posterior! A quantidade de energia para lhe suprir de fraldas é muito grande, pois depende de processamento de vários materiais.
Nos requisitamos muita energia, mas nem sequer percebemos!
Das 3 toneladas de fezes de cada um, durante nossa existência (632.000 toneladas/dia); das 8 vacas que comemos durante toda a vida; dos 1.500 frangos; 15 porcos; dos 250 litros de água/dia para uso pessoal (7.200 m³ pela vida inteira); das inúmeras toneladas de urina geradas ( 40 mil litros/vida); da imensa quantidade de gás de cozinha, luz elétrica e muita energia para produzir todo o plástico, aço, alumínio, fibras, metais, tijolos, cimento, ferro, vidro, cobre, latão, borracha, asfalto, ouro, mercúrio, prata, platina, manganês, cromo, níquel, molibdênio, soda cáustica, ácido sulfúrico, nítrico, fosfórico, acético, alcoóis, óleos, gasolina, querosene, diesel, além de todas as formas de vida vegetais como os hortifrutigranjeiros, ovos, e toda a sorte de animais, criaturas e vermes que reastejam sobre os interiores da água, terra e até mesmo o ar, nem posso calcular o número exato em MegaWatts para tranformação disso tudo em produto final próprio para consumo!
Essa imensa quantidade de energia é incalculável e apesar de 15% da população mundial usar 50% da energia disponível, a tendência é que o consumo cresça numa escala geométrica.
O Neo Malthusianos crêem que a produção agrícola irá estancar pela ação de pragas oriundas dos desequilíbrios ecológicos e mudanças climáticas severas que devem diminuir seus crescimentos pela metade! Isso vai adiantar o ponto crítico, onde gente versus alimentos, serão inversamente proporcionais.
A indústria exige cada vez mais energia e cada homem que nasce, consome mais energia do que seu antecessor.
As fontes de energia opcionais que devem ser implantadas doravante, ainda demorarão um bom tempo para se consolidarem. Os recursos hídricos deverãos se esgotar em breve, restam as energias solar, eólica, geotérmica, porém, ainda excessivamente caras para se constituirem em maioria.
O único caminho é o controle de natalidade total. Ninguém mais terá o direito de se reproduzir a torto e a direito, pois isso fere o direito dos demais. Cada criança a menos hoje, implica em menos milhões de toneladas de lixos, dejetos, consumo de materiais, água, alimentos nesse século!
Vamos parar já, a fim de não precisar passar por esse processo por força!
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