A evolução intelectual do Ser humano é algo inevitável ou opcional?

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A evolução intelectual do Ser humano é algo inevitável ou opcional?

Mensagem  Karl Marx em Seg Mar 31, 2008 9:48 pm

O Homem evoluirá como humanidade? Até onde irá essa evolução? A humanidade está condenada a evolução ou é uma escolha que sempre estamos a fazer? A Humanidade está no caminho correto para construirmos uma verdadeira civilização?
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Re: A evolução intelectual do Ser humano é algo inevitável ou opcional?

Mensagem  Sérgio Bantam em Ter Abr 01, 2008 10:01 am

Primeiramente seria necessário definir o que aconteceu até o momento, os principais aspectos que qualificaram a evolução da raça humana.
Todo o processo evolucionário é baseado no que se chama de mutação. Cada uma delas teria contribuído de forma determinante para que vantagens evolucionárias fossem adquiridas e incorporadas no genoma do homem. A mutação genética, uma alteração que ocorreria no processo de autoduplicação do DNA, se constituiria numa anomalia que causaria uma alteração fisiológica ou anatômica no indivíduo (essa anomalia é oriunda de uma cópia mal feita, porém pode se tornar uma vantagem de acordo com a relação do indivíduo com o meio ambiente). O genoma do homem possui cerca de mais ou menos 30.000 genes e 3 bilhões de pares de bases de DNA (as bases são as peças, os tijolos que formam a hélice do DNA) o que preconiza uma quantidade de erros considerável. Mesmo assim estima-se que haja apenas um erro a cada milhão de operações. Doenças como anemia falciforme, distrofia muscular progressiva, fibrose cística, hemofilia, são oriundas das mutações genéticas mais comuns e ordinárias. Há ainda as mutações que não se manifestam no fenótipo (o que é notável no fisicamente) e passam silenciosas. Muitas delas matam o feto antes do nascimento e se tornam desconhecidas!
Parece difícil entender, mas esse processo aparentemente contrário à evolução pode ser convincente dentro de certos parâmetros. Na caminhada evolucionária da raça humana, a prestidigitação (habilidade motora das mãos) foi responsável por grandes passos na manufatura de ferramentas, o que teria se tornado derradeiro para nosso sucesso. Vamos esperar uma mutação nesse sentido. A capacidade cerebral depende de adaptações físicas para poder se tornar efetiva, assim nada adianta um cérebro hábil e uma mão como pé de cachorro, assim deveria haver uma sincronia nas mutações.
Partindo da ocorrência totalmente casual, o nosso gene que favoreceria isso de alguma forma, vamos chamá-lo da “mão hábil”, deveria surgir de uma mutação. A partir de um casal qualquer começa então o evento! Inúmeras mutações surgem, algumas relacionadas com outras funções, sem nada a ver com a habilidade manual. Passam-se alguns milênios e Bingo! A raça humana recebe essa herança casual que é incorporada ao genoma, tornando-se característica da espécie. Que maravilha, descrevemos milhares de anos em um parágrafo! Mas isso já está praticamente comprovado! Porém há grande relutância por parte de alguns no entendimento desse simples mecanismo, coisa que deveríamos mensurar. Quando a mutação ocorre no indivíduo, depois de várias outras que se manifestam aleatoriamente, há a chance de ser aniquilada por outras que ocorram a pari passu, ou ainda outras situações que podem aniquilar esse precioso indivíduo antes que o mesmo se reproduza. Então, depois de milhões de proles (de toda a raça composta por seus indivíduos) e bilhões de mutações é sensato esperar que ocorra a mutação que crie o gene “mão hábil”! Porém, a própria reprodução pode ocultar o gene, quando, por ser único, apareça como uma forma recessiva no par de genes que determinam aquela característica. Isso pode deixá-lo inativo na geração seguinte e a espera do encontro de outro gene gerado a partir do primeiro deles (uma condição endogâmica) ou a sorte de nesse lapso encontrar outro mutante para poder se tornar um gene dominante. Até aqui, as possibilidades são muito contrárias! Mas supondo que esse indivíduo seja perfeito, há ainda a possibilidade de sofrer morte antes de se reproduzir, ou ainda gerar descendentes que carreguem essa carga genética, mas com alguma doença paralela e sucumbam. Enfim, ainda que haja proles fecundas de vários “mãos hábeis”, provavelmente seriam banidos ou renegados de seus clãs originais por serem “aleijados” diante dos demais. Portanto, é extremamente necessário que as mutações tenham sido extremamente sutis e constantes para produzir o efeito evolucionário desejado. O afastamento causado pelas diferenças anatômicas que não fossem incorporadas rapidamente criaria uma facção de indivíduos “esquisitos” dentro dos padrões da espécie, o que poderia levá-los a uma existência afastada da espécie original, criando uma série de clãs, que em degrau, apresentariam diferenças cada vez mais marcantes a ponto de se constituírem em outra espécie. Isso seria trágico para qualquer grupo pequeno sujeito às intempéries da natureza. O passo lento da evolução teria muitos inimigos intrínsecos em sua própria constituição. Haveríamos de esperar para que depois disso, a inovação passasse no teste prático, quando deveria ser tão vantajosa a ponto de ultrapassar a todas as desvantagens criadas pelo outro lado de sua natureza! Essa suposição é baseada nas possibilidades reais e poderia ser a expressão da verdade, mas deveria conter uma forma de comprovação matemática diante da Lei do Acaso. Ponderar todas as variantes contrárias e favoráveis à tese seria de vital importância para confirmar sua ocorrência como fato diante das intempéries da natureza em toda a sua pujança!
Dentro da minha visão evolucionária, creio que há algum elo que ainda não foi descoberto. Algo que explicaria uma possibilidade maior do que o simples acaso. Penso que pudesse haver algum tipo de indução pela intenção inconsciente da raça ou do indivíduo que delineasse e favorecesse a mutação específica, fazendo-a aflorar na hora e da forma correta, o que daria a chance de sincronia entre os portadores dessa mutação. Isso seria prolífico e explicaria os milhões de mutações que conduziram a raça humana como a espécie mais evoluída desse planeta.
Não somos escolhidos, mas simplesmente estamos no ramo que teve a maior indução evolucionária dentre as demais. Da mesma forma que os espermatozóides caminham pelo útero e apenas um consegue penetrar no óvulo, as demais espécies foram tiros na água evolucionários que não conseguiram encontrar o caminho. Sinto que a evolução não é casual, mas tem algo inteligente que lhe sustenta e isso parece ser inegável. Crer que ela possa ser fruto do acaso chega a ser bisonho. Num futuro próximo, quem sabe, o homem deva descobrir o elo faltante nessa cadeia, o elemento volitivo da natureza que consigna a evolução como uma benção divina. Até então, os dados são apenas pictóricos.
Como intenção, penso que o homem obedece a sua natureza implícita que é regida pela natureza. Entre trancos e barrancos, com muito sangue, suor e lágrimas, cumpriremos a intenção da Mãe Natureza. Basta deixar fluir todas as vertentes que jazem em nosso âmago!
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