Genética, meio ou espírito de onde o indivíduo recebe mais influências?

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Genética, meio ou espírito de onde o indivíduo recebe mais influências?

Mensagem  Karl Marx em Qui Abr 17, 2008 7:24 pm

Sabe-se que o indivíduo já nasce com uma série de características inclusive emocionais, por outro lado a influência que o meio em que ele vive exerce é imensa, mas há também o fator espiritual para aqueles que acreditam em uma bagagem de outras vidas. Para você o Ser Humano é moldado principalmente por qual fator?
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Re: Genética, meio ou espírito de onde o indivíduo recebe mais influências?

Mensagem  Sérgio Bantam em Seg Abr 28, 2008 12:24 am

A denominação espírito juntamente com outras, dependem de conceitos que são normalmente distorcidos pela ignorância das pessoas comuns. Seria como alguém que chama o fusível de fuzil e pensa que o fusível tipo cartucho é munição para fuzil (já vi isso, acredite se quiser).
Algumas idéias são distorcidas pelo simples fato de nunca ninguém ter se preocupado em discerni-las, aceitando a terminologia que foi corrompida pelas más interpretações e desvios de conceito!
A física quântica iniciada por De Broglie entendeu a dualidade entre matéria e onda, algo que marcou as bases para os modelos de Bohr-Rutheford com as eletrosferas e os núcleos, partículas e sub-partículas atômicas como os fótons (luz) e as ondas eletromagnéticas e interações que agregam a matéria em todas as suas etapas de materialização. A própria Teoria da Relatividade de Einstein trata da equivalência energética de uma transformação de fusão no núcleo ou fissão descontrolada de átomos com sua transformação em energia. Isso conduziu a física para uma nova etapa, onde a realidade aparente se torna uma forma de percepção limitada pelos sentidos físicos como o tato, o gosto, a visão etc. Acreditamos piamente que o Universo é como o vemos, mas na realidade essa é apenas uma visão limitada, facilmente demonstrável pela nossa limitação criada pelo aparato sensorial. Não conseguimos captar todo o espectro de ondas eletromagnéticas, sons, gradações de escalas de textura, olores, temperaturas, nos circunscrevendo a uma faixa limitada diante do range real possível. Essa limitação cria igualmente uma visão distorcida de todo o Universo, o que aliada aos conceitos construídos por sobre elas e mais um sem número de adventos presumidos em aparentes assertivas, conduziram a maioria de nós a rejeitar coisas extremamente sutis como fantasmas da nossa imaginação.
A idéia da vida como produto casual de uma associação igualmente casual de vários elementos e circunstâncias nasce da pouca importância sobre o tema, pois já estando ela existindo, não há muita preocupação em discerni-la. Porém ao pesquisador sincero, ferrenho e minucioso, há muitas perguntas que ficam sem explicação. Como algo sem qualquer interesse em produzir a vida, poderia realizá-la casualmente? A casualidade da quantidade de circunstâncias favoráveis a ela seria tão impossível que excluiria a vida de qualquer chance de surgimento a partir de uma aleatoriedade. A simples capacidade de união dos átomos seria crucial para a formação das primeiras micelas protéicas. Não falo das condições da "Sopa Cósmica", mas da reatividade que jaz no âmago dos átomos e que gera a feição externa entendida como matéria viva! A textura complacente e articulável assumida pelas cadeias carbônicas, totalmente passivas de remodelagem, nas misturas e variações possíveis do Carbono unido ao Oxigênio, Hidrogênio, Nitrogênio, Fósforo, Cálcio e outros elementos, parece existir por condição anteriormente já pensada e articulada de forma a produzir essas qualidades. A forma de ver as coisas sob a casualidade ou perceber a articulação causal que ultrapassa em muito o limite da nossa mente, depende da perspectiva de cada um. Negar o milagre que de avulta diante do nosso quotidiano e dar-lhe as costas, sem percebê-lo na própria manifestação da Gravidade que nos atrai, ou da reação motora imediata que permeia todos os nossos movimentos a partir da intenção volitiva do funcionamento do sistema nervoso central que controla as atividades que dispensam a nossa atenção consciente ou do próprio ato de vermos as unhas e cabelos crescendo independente da nossa vontade, é fruto do costume da repetição. O que é fácil, nem nos damos conta. Mas se pensarmos em todas as maravilhas realizadas de forma matemática, ordenada e com uma maestria incalculável, poderemos ver claramente que nunca e jamais o "acaso" seria a fonte disso. Fica claro uma intenção maior que dispôs e articulou tudo isso de forma a desenvolver as tarefas e aptidões que nos são imbuídas e outras tantas desconhecidas. O nosso infindável cartel de aptidões demonstra uma objetivação clara, um destino, uma ascensão, predestinação embasada na incrível e fenomenal Lei da Evolução! A natureza nos impele à Evolução de forma inexorável. Ainda que os néscios religiosos se deixem levar pelas doutrinas que mal entendem, materializando teorias descabidas e infantis sobre a fenomênica, a realidade é inquestionável. Há algo que nos impulsiona adiante! Não querer admitir isso é apenas estultice. A Evolução é clara e indiscutível assim como 1 + 1 = 2.
Seria igualmente teimosia querer explicar todas as implicações e todos os mecanismos que envolvem esse processo a partir das disposições intra-atômicas. Nem começamos o desenvolvimento tecnológico e já queremos explicar tudo? Se um pernilongo entendesse uma equação de 2º grau, teríamos a obrigação de perceber a geração de toda a fenomênica e suas implicações metafísicas. Porém, há menos de 150 anos das descobertas elétricas, como poderíamos elucidar a incrível trama que compõe o mosaico que nos fez brotar da terra?
Os termos, as razões, as condições, circunstâncias e demais peças do quebra cabeças estão aí e negá-las não vai explicar nada. Pela primeira vez em milhões de anos temos tecnologia que é capaz de esmiuçar o ÂMAGO DAS COISAS. A nossa disposição em ficar a negar o que ainda não entendemos direito não produz muitos frutos. Precisamos de homens que condensem todo o saber específico e lhe dêem razão diante do grande quebra-cabeças universal. Juntar todas as peças perdidas e dar-lhes forma e função é tarefa hercúlea e destinada às grandes mentes que vão filtrar as beócias da aspiração humana mais egoísta das consistências científicas e bases de teorias que coadunarão todo o saber humano numa só direção.
A manifestação visível das tendências implícitas da fenomênica faz parecer objeto pela causa e causa pelo objeto! A genética é a parte externa de algo que cria múltiplas possibilidades. Mas, que algo é esse?
Nos esquecemos que o melhor lugar para ocultar algo procurado é exatamente dentro da casa do procurador!
A raiz de tudo é uma coisa simples que precisa apenas que se a descubra na sua simplicidade. Quem é que sente, percebe, pensa, aspira, imagina, enfim, congrega tudo o que nos faz existir?
Não podemos deixar de usar o termo que nos qualifica como algo implícito, ou simplesmente "eu". Esse eu é o "Ser" é o agente que exerce a função que se oculta por detrás de toda a malha sensorial e pensada. Se ele não existisse nada haveria, pois todas as sensações e estados mentais de conexão com algo exteriormente dimensional seria inútil. Todos os dados enviados para aonde? Toda uma série de sensações enviadas para o vazio! Quem os percebe, analisa, avalia, mensura e equaliza dentro de um contexto mental? Pois esse "Ser" é a raiz de tudo, pois sem ele, nada existiria. O Universo não existiria se não houvesse a mente para contemplá-lo! Aliás, o termo nada, por oposição necessária à idéia de algo existir (o ser) é apenas uma hipótese, pois se nada houvesse, nada poderia conceituá-lo como algo, ainda que mesmo contrário à idéia que se pretende. Portanto o fim de tudo, o caminho final da inferência, percepção e capacidade mental de pensar e intuir são o "SER". Parece que fica claro que esse "Ser" é a razão de tudo, pois tudo começa e acaba n'Ele. Um SER destrutível que apenas existe em algum ponto do espaço tempo é inconcebível, pois cessando de existir, passaria a não ter memória e consciência de que fora algo, o que contrariaria o seu estado anterior de real existência. Pois a existência como consciência atrelada ao Universo que o percebe é uma conseqüência intrínseca desse Universo e portanto coexistente e coabitante d’Ele enquanto a condição de dualidade entre ambos não for corrompida*. Assim um "SER" é uma porção de consciência individualizada do Universo que a mantém como um agente perceptivo de si mesmo, totalmente coexistente e dependente por inferência mental. O que não existe não pode deduzir, ver e perceber e assim para fazê-lo é preciso sê-lo. O único jeito então de existir é estar no seio de um "Ser". Quando se é, simplesmente passa-se a existir, pois isso faculta a chance de “pensar”, o "verbo" que sustenta a tudo. O próprio termo filosófico:

O verbo se fez carne...
É alusivo a isso. Observe que se completam os sentidos de “pensar” e “verbo” no axioma de Descartes!
Assim, posso desenvolver um artifício em nível mais elevado, podendo afirmar por dedução, a partir do “SER”, que um homem existe enquanto pensa, o que derruba a afirmação de que a morte física confere uma inexistência plena. O fato de que a morte do corpo físico aconteça, não implica que depois dela haja o parar de pensar! A hipótese trazida pela incapacidade de se ir além desse limite propõe o desconhecido, coisa que traz medo e insegurança. Pois homem é o que além de sentir consegue pensar. Podemos até arriscar uma explicação do Gênese:
O atrelamento da consciência do Universo, inicialmente etérea e imaterial, apenas como um fenômeno eletromagnético, se completa com o advento do "homem" ou esse animal simiesco dentro dessa esfera planetária, que se torna uma "arca" que acolhe todas as possibilidades latentes do "pensar", doravante interativo com as experiências oriundas desse novo estado que começa.
O homem surge com o Adão Kadmon ou homem arquetípico, um protótipo gerado pela Mente Universal que preparou o terreno através da evolução das espécies anteriores que lhe servem de “cavalo genético” em algum ponto da evolução. A Mente Universal passa a ter um “ser” que distingue, por meio do pensamento, o conceito (ciência) e separa e enquadra as coisas por estágios e graus de prioridade e afetação (Livre arbítrio).
Assim, as circunstâncias genéticas expressas pela parte de ocorrência física aleatória criam seres (criaturas) que terão um “ser” pensante em seu interior na conformidade das condições que lhe são favoráveis. Algo como dar-se um fusca para um principiante e uma Ferrari para um motorista desenvolvido; um computador para um universitário e um Game-boy para uma criança. Não é o computador que vai fazer o universitário, mas pelo contrário, é ele que se usa do computador (corpo físico determinado pelos genes) e que vai criar auspícios evolucionários para toda a raça (fazer um uso coerente e prático do PC). Se egoísta e inútil, pequeno por incipiência, terá de aprender as operações iniciáticas para depois atingir o discernimento suficiente e operar algo maior.
Assim, o gene e as circunstâncias externas, são regulamentos para o desenvolvimento dentro de regras que gerenciam as relações gerais entre os homens. A escola deve ter suas regras e agentes disciplinadores para que possa ter as aulas e cumprir seus objetivos. Por isso, vivemos um momento improfícuo da humanidade, onde muitos se preocupam com os acessórios, deixando de cumprir os termos finais e essenciais da existência humana!

• - Seria essa dualidade, a possibilidade de manifestação da matéria em seu estado ordinário de aparição física facultada pelas leis universais de equilíbrio que a conceberam conforme a física.
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